sexta-feira, 5 de junho de 2009


SENTIDO DA VIDA

By Roner
Mai 2008-05-09

Li suas crônicas.
Por título.
Uma a uma.
Seriam 105?
Grande empreitada.
Conhecer o desconhecido.
Como ele se mostra, do que é feito.
Secionar a vida.
Estilhaçar o tempo;
E aí,
Rearrumá-lo, dar forma.
Tornar compreensível?
Até onde irei,
No poliedro sem datas?
Fileiras arrumadas,
Papel com letras, palavras.
Vida vivida, ecos distantes.
Também próximos.
Sentido, da vida.
Toca a Ave Maria.
Lua crescente no céu.
Noite de inverno.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A AVENTURA CONTINUA


EU ESTAVA VIVO
By roner braga padilha – 27/06/2008

Hoje eu acordei.
Percebi que estava vivo.
Fazia frio, e,
Em meio as cobertas,
Enrodilhado,
Senti meu coração batendo.

Tateei as cobertas.
Pernas, braços e complementos,
Funcionando.
Pude ouvir,
Um cachorro latindo,
Galo cantando,
Veículo transitando
E um pássaro gorjeando.

Nas penumbra das cortinas,
Arrisquei a cabeça
Fora das cobertas.
Abri os olhos...
Eu enxergava!!!

Aí, pensei: - Eu pensei!!!!
O computador mental...
Minha alma,
Estava comigo.
A aventura, continuava.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A TORRE


A TORRE

by Roner Braga Padilha

03.março.2008.

Fiquei alí,

Esperando a lua aparecer.

Apenas

Quatro olhos vermelhos

Me fitavam.

O engraçado é comparar,

Lâmpadas com olhos.

Durante o dia, é apenas

Um monte de ferro arrumado.

75 metros de altura. Dizem.

Leva e traz sinais

Por ávidos celulares comunicantes.

À noite,

A imagem é de um ET.

Seu contorno recortado na paisagem,

Acende a imaginação.

Ponto turístico!?

Que digam as autoridades,

que diga o povo.

domingo, 31 de maio de 2009

ENTERRO


ENTERRO
by roner out 2008

Custei a perceber.
Eu carregava meu caixão.
De defunto... Enterro e essas coisas...
Mas...
Não estava sozinho.
Era uma caminhada...
Filas separadas...
Tudo organizado... Até internet...
Cada qual...
Ia...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

CRONICA


AVENTURAS NA SERRINHA

by roner braga padilha

Novembro de 2008.

Descobri a Serrinha, em Iuna, ainda na década de 1980. Quem falava de suas qualidades, suas belezas e maravilhosas paisagens, era o Véti Silveira. Pois é.

Mas, vou contar uma aventura que aconteceu já na década de 1990, quando nosso grupo – GIAAN –Grupo Iunense de Amigos do Ambiente Natural, ajudou a colocar em prática o Projeto EARC – Ecologistas em Ação na Região do Caparaó, iniciativa da ONG – Amar Caparaó.

Pra fazer o que? Plantar mudas de árvores. Havia ingazeiros, jacarandás, braúnas, perobas, abacateiros, jaqueiras, laranjeiras, limoeiros, goiabeiras, pau ferro, pau d’álho, aroeiras e sei lá...Não lembro mais. Tenho os registros, as fotos, as filmagens. E minha memória...He! He! He!

Mas, qual a aventura? Pois é. Fomos acampar na Serrinha, na base do Pico Bela Vista – Colossus. Todo mundo enfiando a mão no próprio bolso. Plantar árvores era coisa de maluco. Até o proprietário, que aceitou que acampássemos em suas terras, assim pensava. Mas nada tinha a perder e, além disso, era (?) um grande gozador e bom de papo. Além de nos receber com fino trato, nos pregou uma grande peça.

Chegamos com a tralha, armamos barracas, assamos banana e batata na brasa, curtimos o céu noturno (lá não tinha energia elétrica), e o visual do Caparaó e, no dia seguinte, saímos a plantar as mudas de árvores possíveis. Foram mais de cem. No sábado.

Domingo, ficou reservado para conhecer a propriedade e quem quisesse subir o Pico Belo Vista – Colossus. Engatamos uma caminhada ecológica e fomos apresentados a uma castanheira, cujos frutos espalhavam-se pelo chão. A propriedade era um mar de pedras. Bastava pegar uma, quebrar a castanha e saborear o miolo. Delicioso!!! Todo mundo encheu a pança.

E fomos ainda visitar nascentes, conhecer árvores antigas, sentir cheiro da mata, ouvir pássaros, curtir a paisagem (magnífica) e tirar fotos.

Na volta, já no acampamento, rolou até uma lei seca com castanha. Era noite. E o proprietário, rindo, dando gargalhadas sem sentido...

E a gente sendo educado. E um incômodo estomacal tirando a gente do sério...

Até que ele soltou a maldita verdade: A castanha provocava, piriri, diarréia...caganeiram est...Diriam os gregos? 1ª declinação regular?

E deu no que deu. A noite foi testemunha, apesar do visual do céu. Ninguém dormiu e contribuiu com o sulfeto de hidrogênio (?), para destruir a camada de ozônio. Coisa de ecologista.

Mas, foi nosso acampamento mais lembrado e comentado. Até hoje.