segunda-feira, 9 de agosto de 2010

RAIZES

ROTEIRO
Abril 2007.
by roner braga padilha.

Você é criança e seus pais resolvem deixar a pequenina cidade onde você nasceu, e, buscarem a cidade grande.
Em pouco tempo, seus pais se desentendem e fica decidido que você fica com papai. Da mãe, fica a lembrança da mão abanando um adeus, no vidro traseiro do “mercury” que partia. Coisas de adultério. Dos dois. É a lembrança que ficou.
Em época de mudanças no mundo, ela também te atinge. Vira imigrante ou peregrino, sem saber porque. Vai para longe desta cidade, morar sozinho ou com estranhos em outra, distante.
Conhece a liberdade das ruas e da vida. Dura pouco. Seu pai constitui nova família. A dele. Uma nova mulher agora é sua mãe.
Mora num cômodo, com família estranha, aprende ofício, aprende mentir. Tem que encarar a verdade. Mora em hotel e depois num barraco na periferia.
Infância com abóboras e assombrações. Lavando pratos, limpando o chão, dormindo no mesmo colchão. E tinha a religião. Volta a estudar e a rezar.
E mais mudanças. Outra cidade, agora num cortiço. Ganha irmãos. Novas tarefas, primeiro emprego, primeira briga de rua, primeiras brigas em casa. Entre pais. Você no meio, apartando.
Não finca chão. Não fincam. Era hora de mudar (de novo). De cidade. Agora, voltar pro início da solidão. Nova periferia. Divertia-se, pescando à mão (marobá). Nas enchentes que enchia o barraco, tinha medo não. Levava marmita ao lotação. Assim passeava o cenário. De graça. Feliz...
Até mudar de chão. Agora, invasão. Tantos metros quadrados. De pedra, de terra e ilusão. Sem água e luz. Sonhos? Não...
Enfim, aquieta-se? No barracão? Vive o final da adolescência. Inquieta-se com corridas de carro e festinhas com LP’s. Escola, vigiar carro, engraxar, vender laranja...Inaugura a era dos ambulantes.
Inconsciente (vindo da abastança), na miséria vivida no barraco, só consegue conviver junto aos ricos. Convivência submissa, nos tempos que coitadinho tinha sentido cristão.
Assim vai na toada, dos ajudantes e protetores de plantão. Mas, não finca chão. É a sina? Cortina de eventos, paisagens, personagens...Toca a vida. Com formação, busca o horizonte perdido. Mudança. Sempre mudança. Não descansa.
Pensando que era livre, voa nas asas de um diploma. Descansa num hotel, depois numa pensão. Passeia na primavera do amor. Viagens. Paixão? Desilusão adolescente. Terminou começando décadas depois. Sem explicação.
Abrem-se as cortinas. É a sina? Mudança apesar do chão firme. Sabor de aventura? Junta os pés, é  um soldado, defensor do país e do comunismo. Hoje, estão todos aí no poder...E você por aí de asas partidas.
Faltou guarida? Não. Hoje, todos no poder, ontem, todos no poder. Quanto custa a liberdade? Zero!!! Nem as religiões respondem. Ontem, era o capital disfarçado. Hoje, é escrachado...
Não aproveitou, dançou! Acabou o tempo de caserna.
Mas, iniciou nova primavera. Trocou o capital pelo trabalho. À beira-mar sonhava. E casava. Dificuldades superadas pelos sonhos. Que sonhavam. Voaram mudando de lugar.
Novos desafios. Vida a ser vivida. Motivos para viver. No desconhecido, a alegria de viver a simplicidade.
Qual o sentido da vida vivida?  Qual o sentido da vida por viver?
Acreditar no dia, na noite. A natureza é um desafio a amar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

MECHAS

MECHAS
By roner  072010


Vou cortar cabelo.
Rotina diferente nas ruas.
Ou ando 2km a pé ou vou de carro.
Andando, só desço. Depois tem que subir.
De carro, o problema é vaga...
E ainda nem saí de casa.
Estará o barbeiro livre?
Olho no espelho e meço as mechas...
Uma tesourinha resolvia.
Mas não é o filme das tesouras.
Tenho de ir.
Máquina quatro.
Lua cheia.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

ORTOGRAFIA


VERBOS
Roner Braga Padilha – 03 2006

            Lendo a "Revista do Provão - ENEM 2001", deparei-me com um artigo do Jornalista e Ator Alexandre Ribondi, intitulado "Whisky of chuchu". Acabei encontrando a motivação que faltava, para escrever sobre o tema do título. Considero uma humilde contribuição à língua portuguesa. Com todo o respeito. Afinal, tem por aí, mais um dicionário, e, segundo VEJA, com 60 mil verbetes a mais que o AURÉLIO.
            O Alexandre em seu artigo, endereçado logicamente aos estudantes de 2º Grau, é mais um a "chover no molhado", contra a inundação dos estrangeirismos no vocábulo nacional. Do yes nós temos banana", até os tempos atuais, "já dá pra" publicar um dicionário de termos äliens".
            Como experiência "of  course?", estou lançando aqui neste espaço, o primeiro verbo conjugado, utilizando um verbete, já de há muito incorporado ao nosso cotidiano. Muitos estudiosos podem discordar que seja um verbo, mas, eu testei minha hipótese, e, até defini que é da primeira conjugação e regular com todos os tempos.
            É o verbo XEROCAR. Como o espaço é pouco e nobre, vamos ao que interessa.
            Indicativo Presente: eu xeroco, tu xerocas, ele xeroca, nós xerocamos, vós xerocais, eles xerocam.
            Pretérito Imperfeito: eu xerocava, tu xerocavas, ele xerocava, nós xerocávamos, vós xerocáveis, eles xerocavam. Pretérito Perfeito: eu xeroquei, tu xerocaste, ele xerocou, nós xerocamos, vós xerocastes, eles xerocaram. Pretérito-Mais-Que-Perfeito: eu xerocara, tu xerocaras, ele xerocara, nós xerocáramos, vós xerocáreis, eles xerocaram.
            Futuro do Presente: eu xerocarei, tu xerocarás, ele xerocará, nós xerocaremos, vós xerocareis, eles xerocarão. Futuro do Pretérito: eu xerocaria, tu xerocarias, ele xerocaria, nós xerocaríamos, vós xerocaríeis, eles xerocariam.
            Subjuntivo Presente: que eu xeroque, que tu xeroques, que ele xeroque, que nós xeroquemos, que vós xeroqueis, que eles xeroquem.
            Imperativo Subjuntivo: se eu xerocasse, se tu xerocasse, se ele xerocasse, se nós xerocássemos, se vós xerocásseis, se eles xerocassem.
            Futuro Subjuntivo: quando eu xerocar, quando tu xerocares, quando ele xerocar, quando nós xerocarmos, quando vós xerocardes, quando eles xerocarem.
            Imperativo Afirmativo: xeroca tu, xeroque você, xeroquemos nós, xerocai vós, xeroquem vocês.
            Imperativo Negativo: não xeroques tu, não xeroques você, não xeroquemos nós, não xeroqueis vós, não xeroquem vocês.
            Infinitivo: xerocar.
            Flexionado: Posso eu xerocar? Podes tu xerocardes?  Pode ele xerocar? Podemos nós xerocarmos? Podeis vós xerocardes? Podem eles xerocar?
            Gerúndio: xerocando.
            Particípio: xerocado.
            CREDO!!!!!!!!!!!!!!