quinta-feira, 18 de março de 2010

ACORDO ORTOGRÁFICO

ACORDO ORTOGRÁFICO
by roner braga padilha - 2009


Definitivamente entramos na era da especialização.
Sobreviver, virou ou é ser alguma coisa de alguma coisa.
Na hora do “vamo vê”, chama o especialista.
Tenho observado que essa vertente do mundo atual
Tem proporcionado a criação de novos planos intelectuais.
Porém, são planos que não interagem nem se entrecruzam. Chamavam de interdisciplinaridade.
Não funcionou para as pessoas.
Virou sobrevivência, menos vida.
Vi 2008 assim. Fui uma sacola vazia soprada pelo vento,
Agarrando aqui e acolá.
Fui um cão vadio procurando comida,  
Nas sacolas com lixo colocadas na rua antes da hora.
Fui um pedaço de terra deixada em paz,
Que renasceu com as  chuvas
E agora dá trabalho prá limpar  ou não.
Fui um barranco que desmoronou com a chuva.
E alguém veio retirar a terra que incomodava.
Fui uma goteira impertinente no telhado, pingando,
Criando limo, anunciando o fim ou não.
Afinal, fui gente. Respirei, andei, interagi, sobrevivi.
Mas, não estava sozinho.
Os anjos companheiros estavam comigo.
Sou mais um especialista em sobrevivência.
Descobri,
Andando por aí,
Que eu falava a mesma língua ou
Comunicava-me no mesmo idioma
De todos à minha volta: o português.

sábado, 9 de janeiro de 2010

INTERNET


DESCONECTANDO
by roner braga Padilha - 2009

Quem escreve
Ou tem mania de escrever
Em linhas gerais escreve sobre tudo.
Eu não sou exceção.
Com mais ou menos objetividade,
Carinho, admiração, encanto, raiva,
Impotência, por puro prazer de jorrar o texto,
Lá vai a caneta ou teclado compondo o cenário.

Pois,
Cismei de verificar,
O que havia escrito,
Sobre nossa região – o Caparaó.

Tomei um susto, mas fiquei feliz!

Minha caneta
E meu teclado,
Já percorreram todas suas entranhas,
O céu, seus horizontes, seus contornos,
Sua gente, suas potencialidades e,
Ainda andei por aí,
A sonhar com o futuro.

E tudo isto,
Acompanhado de lentes,
Que aqui e ali filtraram
O que de mais belo
Existia ou ainda existe.

Se algum dia, alguém resolver
Se debruçar sobre minha passagem na Terra,
No Caparaó certamente,
Encontrará farto material.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Processo

RECOMEÇAR
By roner braga padilha - década de 90

Eu vivia correndo
Com pressa de chegar
A algum lugar.
Não sabia aonde.
De repente descobri,
Que não chegaria a lugar algum.
Então parei.
E,
Por um longo tempo
Deixei que a vida
Desfilasse prá mim.

Leituras


LINHAS ESPIRITUAIS


By Roner Braga Padilha

Novembro 2007-11-17

            Com a gentileza de sempre, recebi do amigo e membro da Cadeira 34 da Academia Espírito-santense de Letras – Matuzalém Dias de Moura, o livro da Coleção Roberto Almada, em que, merecidamente, se faz um retrato virtual de Virgina Gasparini Tamanini, que ocupou, até 1990, a Cadeira 15 da AEL.
            Meus respeitos a todos e à Autora, mas o “livrinho” me enfeitiçou. Paixão a primeira vista, pelo formato, títulos, cor, tamanho de letras e o conteúdo – ao final -, comparado por mim a uma monografia bem produzida, objetiva, certeira na sua finalidade. E, a simplicidade com que Matusalém, -  responsável pelo estudo crítico -, foi ao ponto que  a autora certamente gostaria de ver retratado ou de ler – “eu contei minha infância...”
            Mas, voltando ao título que concedi a esta crônica, fui presenteado, a pedido meu, por necessidade espiritual, com vários livros de autores capixabas, pela generosidade de Matusalém. Um deles, foi CRONICAS, de José Moysés, 2001, uma parceria da Academia e o Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo.
            Pois lá, encontro Moysés falando (?) que era uma injustiça, Virginia Tamanini ainda não ser Acadêmica –p. 37. E às páginas 56, falando (?) sobre Carlos Teixeira de Campos.
            Eu tinha um longo feriado e um final de semana inteiro para viver. E foi  minha “viagem” – como diria Márzia Figueira ( quando a jornalista encontrava com a cronista).
            Doutor Moysés, faz referencia ao Livro A ARVORE DA MATA, 1979, de Carlos Teixeira de Campos, quando o Desembargador o homenageava com um soneto às páginas 52. E Eu?
            O mundo espiritual me fez merecedor da Cadeira 11 da Academia Iunense de Letras. O Patrono da Cadeira 11 é Carlos Teixeira de Campos.
            Aí, fui reler A ARVORA DA MATA. E fui reler “Carlos Teixeira de Campos – Vivencia, Grandeza, Resplendor”, de Theomar Jones, 1998, prefaciado pelo (meu) admirado Mestre Renato Pacheco.
            Pois bem, lá, às páginas 19, Theomar faz a referencia que Carlos Teixeira de Campos – então Orador -, fez a Virginia Tamanini, quando a mesma ingressou na AEL. Uma quadrinha inteira, deixando claro, transparente, que a obra de Virginia era a trajetória dos imigrantes, desde sua infância.
            Matusalém, Virginia Tamanini, José Moysés, Theomar Jones, Carlos Teixeira de Campos, Coleção Roberto Almada...Muita coincidência? Pois é.
            Por incrível que pareça, domingo frio, em clima típico do Caparaó – que tanto nos tem feito falta. Tem feito é  calor, abafante, estressante, prá fazer fila em posto de saúde e psiquiatria.
            Mas, vamos de petróleo, porque o capitalismo não tem volta.
            O longo feriado foi-se. Agora, é encarar o dia a dia da semana. Sobrevivi.
            Quem foi para as praias está voltando. Descansados? Novos? Os carros dizem que sim.
            Certamente voltarei aos livros que Matusalém me presenteou.

Linha do Tempo


AGRICULTOR
By roner braga Padilha – dez 2009

O olhar alongado no tempo...
O respeito e parceria
Com os ciclos da natureza.
A perseverança no dia a dia
Vencer a rotina
Ser feliz
Evoluindo no tempo.
O espaço,
É o que planta e colhe.
Num ritual,
Produz vida, vive...
É mestre na espiral do destino...
Evoluem,
Mesmo envelhecendo.
Natureza e ser humano.