quinta-feira, 29 de abril de 2010

ORTOGRAFIA


VERBOS
Roner Braga Padilha – 03 2006

            Lendo a "Revista do Provão - ENEM 2001", deparei-me com um artigo do Jornalista e Ator Alexandre Ribondi, intitulado "Whisky of chuchu". Acabei encontrando a motivação que faltava, para escrever sobre o tema do título. Considero uma humilde contribuição à língua portuguesa. Com todo o respeito. Afinal, tem por aí, mais um dicionário, e, segundo VEJA, com 60 mil verbetes a mais que o AURÉLIO.
            O Alexandre em seu artigo, endereçado logicamente aos estudantes de 2º Grau, é mais um a "chover no molhado", contra a inundação dos estrangeirismos no vocábulo nacional. Do yes nós temos banana", até os tempos atuais, "já dá pra" publicar um dicionário de termos äliens".
            Como experiência "of  course?", estou lançando aqui neste espaço, o primeiro verbo conjugado, utilizando um verbete, já de há muito incorporado ao nosso cotidiano. Muitos estudiosos podem discordar que seja um verbo, mas, eu testei minha hipótese, e, até defini que é da primeira conjugação e regular com todos os tempos.
            É o verbo XEROCAR. Como o espaço é pouco e nobre, vamos ao que interessa.
            Indicativo Presente: eu xeroco, tu xerocas, ele xeroca, nós xerocamos, vós xerocais, eles xerocam.
            Pretérito Imperfeito: eu xerocava, tu xerocavas, ele xerocava, nós xerocávamos, vós xerocáveis, eles xerocavam. Pretérito Perfeito: eu xeroquei, tu xerocaste, ele xerocou, nós xerocamos, vós xerocastes, eles xerocaram. Pretérito-Mais-Que-Perfeito: eu xerocara, tu xerocaras, ele xerocara, nós xerocáramos, vós xerocáreis, eles xerocaram.
            Futuro do Presente: eu xerocarei, tu xerocarás, ele xerocará, nós xerocaremos, vós xerocareis, eles xerocarão. Futuro do Pretérito: eu xerocaria, tu xerocarias, ele xerocaria, nós xerocaríamos, vós xerocaríeis, eles xerocariam.
            Subjuntivo Presente: que eu xeroque, que tu xeroques, que ele xeroque, que nós xeroquemos, que vós xeroqueis, que eles xeroquem.
            Imperativo Subjuntivo: se eu xerocasse, se tu xerocasse, se ele xerocasse, se nós xerocássemos, se vós xerocásseis, se eles xerocassem.
            Futuro Subjuntivo: quando eu xerocar, quando tu xerocares, quando ele xerocar, quando nós xerocarmos, quando vós xerocardes, quando eles xerocarem.
            Imperativo Afirmativo: xeroca tu, xeroque você, xeroquemos nós, xerocai vós, xeroquem vocês.
            Imperativo Negativo: não xeroques tu, não xeroques você, não xeroquemos nós, não xeroqueis vós, não xeroquem vocês.
            Infinitivo: xerocar.
            Flexionado: Posso eu xerocar? Podes tu xerocardes?  Pode ele xerocar? Podemos nós xerocarmos? Podeis vós xerocardes? Podem eles xerocar?
            Gerúndio: xerocando.
            Particípio: xerocado.
            CREDO!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

PEQUENINAS

Latidos

No silêncio da madrugada,
delicie-se com o barulho da cachorrada.
Pra que silencio na madrugada?

CANÁRIO
Cheiro de chá de erva doce...
Os canários cantando alto...
São canários da terra,
Criados soltos e festivos.

COLEIRO
Não troca fraldas, nem as descartáveis, não faz xixi no colo dos outros nem chora de madrugada. Mas pede comida o dia inteiro, o que leva o casal de coleiros a voarem para lá e para cá, trazendo iguarias depositadas nos ávidos bicos abertos e barulhentos.
Forãm todos de parto normal, sem esse negócio de hospital e nasceram ao relento, protegidos com o corpo da mãe ou do pai. Em meu quintal.


Poesia experimental


O SUICIDA
Roner Braga Padilha – fev 2008

Esperança o que é você?
Como encontro você, como é você?
Mas... Se você vai tirar sua vida,
Que importa os vivos?
Que importa onde, a hora?
Talvez só o lugar... Confortável,
E com tempo suficiente,
Pra não ser achado vivo.
Coisa sem graça acordar no hospital.

To morto (!) é com o Grande Mistério.
To vivo, aí é problema.
O primeiro: você falhou.
O segundo: é um ex-suicida.
E ninguém mais te olha igual.
E agora terá de viver.
E a coragem que faltou antes?
E as opções que havia...
Parentes, conhecidos, amigos...

Voltou para sua casa.
Já não será a mesma.
Trabalho, de onde virá?
A rotina bem pior, vigiada,
Domada, dirigida, pactuada.
Acreditar no que não acreditou antes.
Mas afinal, o que mudou
De janeiro para fevereiro?
Janeiro desespero, desamparo.
Fevereiro solidão, vazio...

Mudança é remédio sim.
Antes a lembrança de orar.
Dói o que queria ofender...
Pede perdão que a dor vai.
Acredite... Simplesmente acredite!!!
O milagre se consuma assim.
Aos poucos ele faz estrada,
Deixando vida antes da morte.
Deixe a morte chegar em paz.
A vez é da vida!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

SOBRE OS LIVRINHOS

VERDADES LITERÁRIAS
By Roner Braga Padilha
16.03.2008

A coleção de livrinhos...
Mexeu comigo. Acho até
Que saí de meu umbigo.
Afinal, todos procuramos
Uma razão de viver.

Saí, conversei, ouvi,
E até falei.
Mudo há muito tempo,
Ouvir minha própria voz
Tem sido engraçado.
Um aprendizado.

Por não ter sonhos, esperança,
Tenho sido egoísta.
Sufocado quem me ama.
Manipulado pela sorte,
Caminho trôpego,
Sem necessidade.

Viver aqui ou acolá,
Conviver, relacionar,
Fazer a diferença
Onde e como puder.
Faz sentido, fazer sentido.
No final,
A terra é igual pra todos.

Estamos presos numa redoma
Chamada atmosfera.
Agora ligaram um som.
O coleiro cantou.
Lá vem o fim de tarde.
As verdades,
Nos livrinhos.