quarta-feira, 15 de junho de 2011

LENDA DOS CAPARAÓS - Capítulo I

  Perguntando o que era importante para ele, na vida, o Velho Caparaó respondeu, com os olhos brilhantes, fitando o horizonte que descortinava, sentado no alto da Montanha Sagrada do Brasil.

    _ "Acho importante o sol nascer e depois se despedir. Acho importante a lua brilhar, a chuva cair, as águas brotarem no alto da montanha e alimentar a vida; A sombra e o silêncio das matas, a majestosa imponência das pedras, o canto dos pássaros e seu vôo livre e, às vezes errante; A carícia do vento em tudo que há na terra...
    Essas coisas eu considero importantes. Elas me fazem felizes, alimentam meu espírito e me fazem sentir parte do universo."
Roner Braga Padilha

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Conheça Iuna-ES

AS SETE MARAVILHAS
By roner Braga Padilha – ago 2009

Quer passear comigo?
Andar de pé no chão...
Tem ruas de pedras retangulares,
Outras de hexágonos, pentágonos,
Buracos, calçadas trôpegas...
Há padarias, botecos, lanchonetes,
Salões de beleza, borracharias...
Mas a gente vai seguindo;
Farmácias, confecções, sorveterias.
Justiça, executivo, legislativo.
Bancos, barbearias, combustíveis,
Loterias, celulares, geladeiras e TV...
E a gente vai seguindo.
Oficinas, hospital, casarões,
Hotéis, atacados, escolas e prisões.
E a gente vai seguindo.
Eu quero te mostrar a paisagem,
Os horizontes que há.
São de vários matizes:
Podem ser verdes, azuis,
Infinitas, minúsculas, avoantes,
Coloridas, recortadas, deslizantes.
Quero te fazer ouvir o silêncio
Ao por do sol.
E a barulhada ao nascer.
Sentir o frio da madrugada.
Admirar as corredeiras,
Seguindo serras e montanhas,
Pulando ou circulando crateras,
Ou correndo mansa nas baixadas.
E depois de tudo, se você,
Ainda disser que não me ama,
Não importa...
Você aprendeu amar Iuna!

Roner é Secretário e membro da Academia Iunense de Letras.

quinta-feira, 17 de março de 2011

POESIA

CANÁRIO DA TERRA
 by Roner Braga Padilha em março 2011.
  
Uma pequena feixa de terra
É o palco da festa. Diária.
Os canários da terra amontoam-se
Na pequena cortina verde ali existente.
Geralmente na hora do almoço,
No verão.
Somem ciscando o chão
E ressurgem buscando sementes.
Mudam para os matinhos
Que crescem nas pedras da rua.
São mansos. São esbeltos.
Quando forma poços d’água,
Depois das chuvas...
É um calmante vê-los banhar-se.
Elegantes, estão sempre eretos.
Caminham “pata a pata”
E empreendem vôos curtos.
São coloridos.
Os machos são bem amarelos
E tem pinta vermelha na cabeça.
Adoram brigar com espelhos.
As fêmeas podem ser amarelas,
Com penas esverdeadas na asa.
O canto é afiado e limpo.
Do macho marcando território.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

FUTUROS ESCRITORES

NAGEM ABIKAHIR – FUTUROS ESCRITORES

Roner Braga Padilha – Secretário da Academia Iunense de Letras
Set 2010
Tive o privilégio, de ser convidado a fazer parte da Comissão que analisou os trabalhos realizados por alunos da Escola Nagem Abikahir, de Iuna-ES, cuja meta era avaliar Poesias e Poemas escritos por integrantes das 5ª e 6ª séries, engajados num projeto do MEC – nível nacional-, buscando identificar os melhores escritores das escolas brasileiras.
            A experiência foi fascinante e inusitada. Fascinante porque eu estaria frente a frente com “uma mina de ouro”, mesmo que houvessem pedras brutas.
Inusitada ao me deparar com um “livrinho” de mais de cem páginas, onde estavam as regras do concurso, que professores e alunos deveriam seguir. Sem falar no tempo exíguo que me foi concedido.
            Entre as regras do livrinho (minhas vivências, a realidade de Iuna que deveria ser ressaltada e o coração), fiquei com tudo e o coração muito juntinho. Eu não leria poetas consagrados com suas pertinentes certezas de usarem a norma culta – que em sua maioria são os autores que admiramos e exaltamos. Eu estaria lidando com ouro bruto, mas ouro puro. Fascinante e instigante!!!
            Li, uma a uma, aprendendo e apreendendo o que nossos jovens escrevem. Pelos meus critérios e os do livrinho, havia muita coisa interessante, agradável e gostoso de ler. Sem os hermetismos dos consagrados.
            Por fim, me chamou a atenção, o fato de o foco ser o Município e a Cidade de Iuna. E então me detive nas palavras mais usadas, compondo um caleidoscópio curioso do que os jovens vêem. Acompanhe a seguir:

Padaria, farmácia, lojas, supermercado, mercearias, mercados, bancas, fórum, igrejas, matriz, água santa, serrinha, colossus, pico da bandeira, príncipe, café, violência, cultura, braúna, casa da cultura, minha casa, iuna, minha cidade, cachoeiras, pedreiras, mulher, fé, natureza, bóia fria, flores, tristeza, alegria, pito, quilombo, aprender, coração, amor.
            E então, sai uma poesia ou poeminha aí?
            Estou torcendo pela Escola.